Criação Agapornis Roseicollis

 

Criação

 

Antes de começar sua criação, verifique o local onde irá colocar as suas aves para que elas habitem de maneira satisfatória.
Não tome decisões precipitadas, na aquisição de aves.
Adquira aves de qualidade, sexadas, anilhadas e de preferência em criadores que garantam uma boa alimentação, higiene nas aves e instalações, que usem uma habitação correcta e adequada para a criação e descanso das mesmas, e que prezem o seu bem estar e saúde.
Escolha aves jovens com idade até dois anos, apesar das aves reproduzirem até aos 8 anos de idade (+-) quando são bem tratadas.
A questão mais complicada que existe na criação dos agapornis é distinguir os machos das fêmeas (espécies onde não há dimorfismo sexual). Esta é a maior dificuldade que muitos encontram quando desejam iniciar a sua própria criação. 
Mesmo para criadores mais experientes é díficil distinguir o sexo das aves, principalmente em aves jovens e que ainda não criaram. Um método infalível onde as probabilidades são de 99,9% para a determinação do sexo dos agapornis, é a analise por DNA que por amostra de sangue ou de penas. 
Alguns cruzamentos tem mutações auto sexadas, ou seja, ligadas ao sexo, e a partir daí, pela cor, pode-se determinar desde pequeno o sexo das crias, 100% fiável. 

 

Exemplo: Macho Verde portador de Lutino vs Fêmea Verde = As crias verdes são machos e fêmeas, e as crias Lutino são todas fêmeas.

 

Nas aves adultas consegue-se diferenciar mais facilmente o sexo por apalpação dos ossos da bacia que são mais largos e arredondados nas fêmeas e mais apertados e pontiagudos nos machos. As fêmeas também são ligeiramente maiores e têm a cabeça e o abdomen mais arredondado que os machos. Mas mesmo assim é um método onde podem existir algumas falhas.

 

 

 

 

 

Depois do acasalamento e do macho galar a fêmea surge o 1º ovo, são colocados em dias alternados, de 4 a 8  por postura. Os ovos eclodem após 21 a 23 dias.
Normalmente, ocorrem nascimentos em dias consecutivos, durante o prazo de 7 dias. Assim, temos crias da mesma ninhada, de diferentes tamanhos. Para evitar esse problema, podemos retirar os ovos à medida que vão sendo colocados para devolvê-los ao ninho após o término da postura, o que não é aconselhável para criadores iniciantes.
 
As anilhas devem ser colocados nas crias entre o 8º e o 12º dia do nascimento. Coloca-se as aninhas deixando os dedos da cria na horizontal, sendo 3 para frente e 1 para trás.

 

 

 

 

 

Após 25 dias, a perda de crias é praticamente nula. O "desmame" é após os 60 dias. Algumas fêmeas, antes do desmame, tentam expulsar as crias dos ninhos para iniciar uma nova postura, chegando mesmo a arrancar as penas das crias. Para tentar evitar esta situação, deve-se limpar o ninho e colocar aparas.
Algumas fêmeas podem arrancar as penas dos filhos sem ser na época da criação. Isso deve-se principalmente à carência de vitaminas que é encontrada no caule das penas, no sangue. Elas costumam arrancar essas penas na época de criação e alimentar os próprias crias.
Após a separação dos pais, deve-se colocar as crias num gaiola ou voadeira , pelo menos com 1 metro de comprimento para que possam voar e desenvolver a sua musculatura.
Não se deve mexer no bando formado até que realize a primeira muda de penas, 5 a 6 meses após o nascimento. Durante o período da muda, as aves costumam apresentar febre, parecendo até mesmo doentes. Esse é um período perigoso que requer muita atenção quanto à alimentação das crias.

 

 

 

 Ninhos

 

 

Podem ser horizontais ou verticais. A parte do fundo, convém ter uma superfície côncava, onde a fêmea coloca os ovos. Mas se não tiver a concavidade não à problema, isto porque os agapornis fazem a construção do ninho.
A medida mais usada  para os ninhos horizontais é de 25cmx16x16. Para as minhas aves uso ninhos feito por medida. 30x20x20.
Coloque folhas de palmeira na gaiola para que a fêmea prepare o ninho à sua maneira. Os Agapornis de aro branco (Fischeri, Personata, Nigrigenis) carregam a palha ou folhas de palmeira no bico inteiras.
Os Roseicollis colocam os fios de palha ou palmeira entre as penas do rabo e levam-nas para o ninho. Dentro do ninho as fêmeas soltam a palha e fazem movimentos circulares. Nos Roseicollis quase sempre só a fêmea faz este trabalho, mas por vezes existe machos que ajudam nesta tarefa.
 
 

 

Uma situação pouco comum, macho Roseicolli a ajudar a sua fêmea na tarefa da construção do ninho.

 

 

 

 

 

Reprodução

 

Devo criar em gaiolas ou em viveiros?
A criação de agapornis pode ser feia tanto em viveiro como em gaiolas individuais, dependendo do espaço, tempo, e principalmente dos nossos objetivos na criação. Podem ser gaiolas com medidas de 80x50x50cm; já um viveiro para criação em colônia, vai depender da quantidade de casais que se deseja ter.
Um viveiro de 2 metros de comprimento por 1 metro de altura e 1 de profundidade, caberá à vontade 4 a 5 casais. É importante que se tenha mais ninhos que o número de casais, diminuindo assim o risco de lutas inesperadas entre fêmeas.
Eu crio em gaiolas individuais o que me  proporciona um controle genético maior e uma reprodução mais rápida e acertada, ao passo que em viveiro é difícil um controle genético a 100%.

 

 

Anilhas

 

Anilhas de identificação: os diâmetros  são os seguintes:5,0mm Roseicollis Longfeathers.4,5mm para Roseicollis, Personata, Fischeri e Taranta.4,0mm para Nigrigenis, Liliane e Pullaria e 3,7mm para Cana.

 

 

Saúde / Profilaxia

 

Profilaxia são as medidas preventivas necessárias para se evitarem doenças e abrangem alimentação e higiene. Quanto à higiene, devemos desinfetar com alguma regularidade as gaiola, poleiros, grades, comedouros, bebedouros e os tabuleiros. 

 

 

Sintomas de Doenças

 

Quanto mais observarmos as nossas aves melhor, mais facilmente podemos detectar alguma tipo de sintoma de doença. Quando detectada, devemos isolar a ave das restantes o mais rapidamente possível. Alguns sintomas podem ser;  Apatia, a ave fica no fundo da gaiola muito tempo, com as penas arrepiadas, não se alimenta, as fezes são verdes e a respiração é afogante.

 

 

 

 

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